segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Historia ria de Nossa Senhora das dores

História de Nossa Senhora das Dores



No próximo 15 de setembro vamos celebrar a Virgem Maria, com um dos títulos que ela recebeu pelas 7 dores que sofreu em alguns momentos, como na Paixão de Cristo. Convidamos você a conhecer a história de Nossa Senhora das Dores.

Comumente, a imagem de Nossa Senhora das Dores é representada com 7 espadas em seu coração, ou somente uma espada que atravessa seu coração, além de um semblante de sofrimento. A dor mais forte que a Virgem Santíssima viveu foi quando esteve aos pés da cruz e recebeu de seu Filho, Jesus Cristo, a missão de tornar-se a Mãe de todos os homens, de todos os fiéis. Nesse momento, Jesus disse para Maria: “Mãe, eis aí o teu filho”. E Jesus disse a João: “Filho, eis aí tua mãe”.
As setes dores que Nossa Senhora sofreu foram:

1.A profecia de Simeão sobre Jesus (Lucas, 2, 34-35)
34 E Simeão os abençoou e disse à Maria, sua mãe: Eis que este é posto para queda e elevação de muitos em Israel e para sinal que é contraditado 35 (e uma espada traspassará também a tua própria alma), para que se manifestem os pensamentos de muitos corações.
2. A fuga da Sagrada Família para o Egito (Mateus, 2, 13-21)
13 E, tendo-se eles retirado, eis que o anjo do Senhor apareceu a José em sonhos, dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito, e demora-te lá até que eu te diga, porque Herodes há de procurar o menino para o matar.

3. O desaparecimento do Menino Jesus durante três dias (Lucas, 2, 41-51)

49 Ele perguntou: “Por que vocês estavam me procurando? Não sabiam que eu devia estar na casa de meu Pai?” 50Mas eles não compreenderam o que lhes dizia.
51Então foi com eles para Nazaré e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, guardava todas essas coisas em seu coração.
4. O encontro de Maria e Jesus a caminho do Calvário (Lucas, 23, 27-31)

27 E seguia-o grande multidão de povo e de mulheres, as quais batiam nos peitos e o lamentavam. 28 Porém Jesus, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai, antes, por vós mesmas e por vossos filhos.
5. O sofrimento e morte de Jesus na Cruz (João, 19, 25-27)

25 Perto da cruz de Jesus estavam a sua mãe, e a irmã dela, e Maria, a esposa de Clopas, e também Maria Madalena.26 Quando Jesus viu a sua mãe e perto dela o discípulo que ele amava, disse a ela:— Este é o seu filho.27 Em seguida disse a ele:— Esta é a sua mãe. E esse discípulo levou a mãe de Jesus para morar dali em diante na casa dele.
6. Maria recebe o corpo do filho tirado da Cruz (Mateus, 27, 55-61)

59 E José, tomando o corpo, envolveu-o num fino e limpo lençol, 60 e o pôs no seu sepulcro novo, que havia aberto em rocha, e, rolando uma grande pedra para a porta do sepulcro, foi-se. 61 E estavam ali Maria Madalena e a outra Maria, assentadas defronte do sepulcro.
7. O sepultamento do corpo do filho no Santo Sepulcro (Lucas, 23, 55-56)
55 As mulheres que vinham seguindo a Jesus desde a Galiléia, acompanharam José, e contemplando o túmulo, viram como o corpo de Jesus fora colocado naquele local. 56 Em seguida, foram para casa e prepararam perfumes e bálsamos. E no sábado, descansaram, em obediência ao mandamento.

Oração a Nossa Senhora das Dores

Esta é a oração inicial do terço de Nossa Senhora das Dores.
Virgem Dolorosíssima, seríamos ingratos se não nos esforçássemos em promover a memória e o culto de vossas Dores particulares, graças para uma sincera penitência, oportunos auxílios e socorros em todas as necessidades e perigos. Alcançai-nos Senhora, de Vosso Divino Filho, pelos mérito de Vossas Dores e lágrimas, a graça… (expressar a graça que deseja alcançar). Amém.

MILAGRES E GRAÇAS DE NOSSA SENHORA DAS DORES - A VIRGEM MARIA DOLOROSA

Nossa Senhora das Dores é um dos títulos dados a Maria, Mãe de Jesus, em recordação de suas dores já profetizadas pelo Profeta Simeão no templo de Jerusalém:

" E uma espada transpassará a tua alma, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. " Lucas 2,34-35

 São muitas as graças que a Igreja e os fiéis recebem e receberam pela intercessão da Mãe de Jesus, invocada como Nossa Senhora das Dores. Aqui colocarei algumas:




                       
1- APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DAS DORES AOS SETE FUNDADORES DOS SERVITAS E MILAGRE DA VINHA.

Nos princípios do século 13 viviam em Florença sete fidalgos, igualmente distintos pela riqueza, pela posição social e pela piedade, mas principalmente pela devoção extraordinária que tinham a Nossa Senhora.

Seus nomes eram: Bonfílio Monáldio, Bonajuncta, Manetto Antellense, Amidéo, Ugúccio, Sosteneo e Aleixo.


Na noite de Sexta-feira Santa viram-se diante de um  milagre.Maria Santíssima apareceu aos seus Servos, vestida de pesado luto.


Em sua companhia viram anjos, dos quais alguns com instrumentos martirizantes da Sagrada Paixão e Morte de Jesus, outro com o livro aberto da Regra de Santo Agostinho, e ainda outro com o título escrito em ouro: “Servos de Maria”.

Seguiam mais anjos trazendo um hábito preto e uma palma.

 O hábito com a palma Maria deu-o aos Religiosos, dizendo estas palavras:


 “Escolhi-vos meus Servos, para que, usando do meu nome, vades trabalhar na Vinha de meu Filho.

 Eis aqui o hábito, que vos dou. Sua cor negra vos lembrará as dores que hoje sofri ao pé da Cruz, assistindo a agonia de meu Filho, Jesus.

 A Regra de Santo Agostinho recebei-a por norma da vossa vida;

 a palma far-vos-á lembrar a glória eterna, prêmio da perseverança fiel no meu serviço”.

"Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe..."
João 19,25



2- APARIÇÃO E MILAGRES DE NOSSA SENHORA DE DORES  PARAM VULCÃO.


Em 1736 , a data das erupções vulcânicas temíveis que muitas vezes castigaram as Ilhas Canárias, um franciscano , convocou o povo para organizar uma procissão com a imagem da Virgem das Dores de Tinajo, cujo motivo era pedir para parar os fluxos de lava e magma que saiam do vulcão.
A procissão foi localizado na montanha Guiguan e ali se fez uma promessa  de construir um santuário para a Virgem de Tinajo se as lavas do vulcão parassem.  Um indivíduo , segurando uma cruz de madeira , adiantou-se e pregou a no cruz magma . A lava chegou ao pé da cruz, e as promessas feitas à Virgem pareiam ter falhado.

Mas dias depois, uma mulher de luto , se aproximou de uma garota que cuidava do rebanho de
cabras , cumprimentou gentilmente e disse :" 'Filha , vá e diga aos seus pais para falar com os vizinhos para construir o santuário , caso contrário o vulcão entrará em erupção mais uma vez . "
A menina disse-lhes da aparição estranha aos seus pais, mas eles não acreditaram .
Dias depois, ela voltou para ver a mulher vestida de preto que lhe diz o mesmo aviso , mas ela  se recusa a dar tal declaração , uma vez que seus pais haviam brigado .
Mas a mulher de luto , colocou a mão no ombro da garota dizendo :" Veja, agora eu acredito. "
Os pais da menina ficaram impressionados , surpresos ao ver uma mão , mostrando os ombros da menina.
Imediatamente, ela foi levada para a Igreja  matriz para mostrar qual das imagens da Virgem Maria e parecia com a que ela viu e, atônita,  afirmou ter sido a Nossa Senhora da Dores ,  a mesma mulher que tinha comunicado dias antes muitos recados.
A partir desse momento todos os vizinhos estavam impacientes para a construção da capela, trabalho que levou cerca de 10 anos de construção. O evento milagroso se espalhou por toda a ilha , e a devoção a Nossa Senhora das Dores foi aumentando em todas as áreas .

Os textos antigos registram também que no dia 31 de julho de 1824, o vulcão entrou em erupção entre as  vilas de Tao e Tiagua. Os fiéis planejaram uma procissão enorme e todos os presentes imploraram à Virgem para não permitir que as terras deles que eram desprotegidas fossem condenadas ao desastre e , momentos depois , o vulcão parou. Após este novo milagre, a Virgem das Dores foi proclamada como a Virgem dos Vulcões.


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Devoção de Nossa senhora de Nazaré no Brasil

Devoção nossa Senhora de Nazaré



No ano de 1630, no dia 8 de setembro, após uma forte tempestade, um pescador saiu para ver suas redes proximo ao mar de Saquarema. Ao passar pela colina, onde hoje está erguida a Matriz encontrou próximo ao Costãomorro de pedras que fica localizado no centro da cidade, uma forte luz. Decidiu então chegar mais próximo e encontrou uma imagem de Maria (Mãe de Jesus, deu-lhe então o título Nossa Senhora de Nazareth.

Igreja Nossa Senhora de Nazaré em Saquarema.
Decidiu então levar a imagem a para sua casa, para protegê-la do tempo. Reunindo toda vila de pescadores e índios. Após guardarem a imagem, foram dormir. No dia seguinte descobriram que a imagem não estava no mesmo lugar, e iniciou-se uma grande procura em toda a aldeia, achando-a horas depois no mesmo morro onde foi encontrada, levaram-na novamente para a casa, mas na manhã seguinte ela desapareceu novamente, sendo achada no mesmo morro. Isso ocorreu por mais duas vezes.
Então decidiram construir naquele morro uma pequena capela em homenagem à imagem, que logo deram o nome de Nossa Senhora de Nazareth, mas a fama dos milagres se espalharam por toda a região, fazendo com que a capela no alto do morro ficasse pequena. Rapidamente foi construída uma igreja de maiores dimensões inaugurada em 1837. Desde aquele tempo até hoje a Virgem de Nazareth realiza seus milagres, o que atrai a cada anos mais devotos fazendo com que hoje a sua festa realizada no dia de seu encontro, 8 de setembro, seja a terceira maior festa do Brasil e o primeiro Círio de Nazaré do Brasil.
Saquarema é o berço da devoção à Senhora de Nazareth no Brasil,em nosso país foi aqu quei tudo começou, de Portugal a devoção veio direto para Saquarema. Até os dias de hoje esta verdadeira e única imagem encontra-se em sua Matriz sendo cercada de amor, e encontra-se revestida com seu tradicional e rico manto, símbolo desta devoção, reinando através dos séculos com quase 400 anos de história, fé e devoção. Existe uma comoção popular para que a Excelsa Virgem um dia seja proclamada Padroeira do Estado do Rio de Janeiro.[1]

No Pará




Basílica de Nossa Senhora de Nazaré em Belém.
A devoção à Nossa Senhora de Nazaré é de origem portuguesa. Introduzida no Pará pelos jesuítas, há mais de 200 anos é cultuada na festa do Círio de Nazaré.[2]
Consta que a imagem de Nossa Senhora de Nazaré foi encontrada pelo cabocloPlácido José de Souza no ano de 1700, às margens do igarapé Murucutu. Plácido a levou para sua casa e no dia seguinte a imagem havia desaparecido. O caboclo tornou a encontrá-la no igarapé, recolhendo-a novamente. O fato repetiu-se duas vezes até que foi construída uma pequena capela no local. Com o aumento da devoção, foi construída a Basílica de Nossa Senhora de Nazaré nesta localidade, hoje Belém do Pará.
Em Belém ocorre todos os anos o Círio de Nossa Senhora de Nazaré e reune mais de 2 milhoes de fiés que seguem esta imagem que é levada para à Casa de Deus, onde termina a procissão e há uma missa com todos os devotos.
Procissões semelhantes ocorrem no estado em CametáMarabáAurora do Pará,Mãe do RioMacapazinhoSão Miguel do GuamáSouréCastanhalSão João de PirabasVigia e também em Portel no Marajó.


Círio de Nazaré As primeiras procissões



O primeiro Círio foi realizado na tarde do dia 8 de dezembro de 1793, saindo do palácio do governo. Este roteiro se manteve até 1881. O segundo domingo de outubro só foi definido como o dia de realização da procissão do Círio em 1901.
Em 1854 o Círio passou a ser realizado de manhã, para evitar as chuvas que são mais comuns no período da tarde. A partir de 1882, o bispo Dom Macedo Costa, de comum acordo com o Presidente da Província, Dr. Justino Ferreira Carneiro, resolveu que o ponto de partida seria a Catedral de Belém, comoacontece até hoje.
A imagem que participa das procissões é uma réplica, já que a santa encontrada por plácido tem mais de 300 anos. Apenas no Círio 200, em 1992, a Imagem que saiu na procissão foi a Imagem Original.
Milagres e promessas
Diversos milagres são atribuídos pelos cristãos à Nossa Senhora de Nazaré.
Um dos mais conhecidos teria sido a graça alcançada pelo fidalgo português Dom Fuas
Roupinho, cujo cavalo galopava em uma mata perto de um abismo. Ao perceber que iria cair para a morte, o fidalgo pediu a proteção de Nossa Senhora e o cavalo conseguiu parar.
Outro milagre aconteceu no ano de 1846, com os passageiros do brigue português
 São João Batista, que deixou Belém rumo a Lisboa no dia 11 de julho. O brigue naufragou durante a viagem, e os passageiros foram salvos por um bote que os trouxe de volta à Belém. O brigue havia, anos antes, transportado a Imagem de Nossa Senhora de Nazaré a Lisboa, para ser restaurada. O bote que salvou os náufragos também era o mesmo que tinha levado a Imagem até o brigue ancorado ao largo da cidade.
Diversos promesseiros que têm suas graças alcançadas acompanham o Círio com uma representação das suas promessas. São objetos de cera, miniatura de barcos, casas e até mesmo cadernos e livros. Esses objetos são depositados nos carros das promessas. Ao todos são 13 carros: Carro de Plácido, Barca dos Escoteiros, Barca Nova, quatro Carros dos Anjos, Cesto de Promessas, Barca com Velas, Barca Portuguesa, Barca com Remos,


Testemunho de fé 


terça-feira, 8 de novembro de 2016

Nossa Senhora de Nazaré (Portugal)

Historia de nossa senhora de Nazaré de Portugal


Nossa Senhora de Nazaré surge de uma antiga tradição cristã do primeiro século, que conta que o próprio São José esculpiu uma imagem de Maria em madeira, em Nazaré na Galiléia e que São Lucas Evangelista a pintou.
Mais tarde, a imagem foi levada para o mosteiro de Cauliniana, na Espanha. Depois, já no século VI, no ano de 711, foi levada para Portugal.
Com a invasão dos Mouros em Portugal, o rei Rodrigo, último rei visigodo da Península Ibérica, fugiu levando as relíquias de São Brás, São Bartolomeu e a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, junto com sua família e com Frei Romano que sempre o acompanhou.
Antes de morrer, Frei Romano escondeu a imagem numa gruta. A imagem ficou ali por mais de 400 anos. Ela foi descoberta em 1182, por pastores que andavam pela região. Por causa da sua simplicidade, beleza e diferença dos padrões de imagens, Nossa Senhora de Nazaré voltou a ser venerada.
Milagres O cavaleiro Diego Fuas Roupinho, que era Alcaide do porto de Mós e Almirante de Dom Afonso, assim foi salvo por milagre de Nossa Senhora de Nazaré: Ele perseguia uma caça num dia de muita neblina. A caça caiu num abismo por causa da cerração. O cavaleiro não sabia que corria para o abismo. Mas, antes caísse, ele vinha rezando a Senhora de Nazaré para que o protegesse.
De repente, então, o cavalo parou. A cerração se dissipou e ele viu que estava à beira de um abismo onde a caça tinha caído. Após esse milagre, a vila onde ocorreu passou a ser chamada de Vila de Nossa Senhora de Nazaré. Lá, foi construída uma pequena capela por Diego Roupinho, o cavaleiro salvo. Hoje existe ali uma grande Igreja em homenagem a Nossa Senhora.


Devoção a Nossa Senhora de Nazaré
Os Jesuítas foram os primeiros responsáveis em propagar a devoção de Nossa Senhora de Nazaré por toda a região de Portugal e posteriormente para toda a Europa. A principal casa de estudos e noviciado do mosteiro Jesuíta em Portugal é dedicada a Nossa Senhora de Nazaré.


Oração a Nossa Senhora de Nazaré
Ó Virgem Imaculada de Nazaré, fostes na terra criatura tão humilde, a ponto de dizer ao Anjo Gabriel: Eis aqui a escrava do Senhor. Mas por Deus fostes exaltada, e preferida entre todas as mulheres, para exercer a sublime missão de Mãe do Verbo Encarnado.
Adoro e louvo a Altíssimo que vos elevou a essa excelsa dignidade e vos preservou da culpa original.
Quanto a mim, soberbo e carregado de pecados, sinto-me confundido e envergonhado perante vos. Entretanto, confiando na bondade e ternura de vosso Coração Imaculado e maternal, peço-vos a força de imitar a vossa humildade, e participar da vossa caridade fim de viver unido, pela graça, ao vosso divino filho Jesus. Assim como vós viveste no retiro de Nazaré.

O Santuário de Nossa Senhora da Nazaré fica situado no Sítio da Nazaré, um bairro da Vila da Nazaré (Portugal). No seu interior, guarda-se a Sagrada imagem de Nossa Senhora da Nazaré, uma Virgem Negra, esculpida em madeira, trazida de Mérida para este Sítio, no ano de 711. A história desta imagem é contada na Lenda da Nazaré.


No Sítio existem ainda os três santuários onde se venerou, e venera, a imagem desde que ali chegou no ano de 711, levada por frei Romano, monge do convento de Cauliniana. Após a derrota do exército cristão na batalha de Guadalete, o monge fugiu dos invasores muçulmanos, na companhia de D. Rodrigo, o último rei visigodo, fugitivo após a derrota do seu exército. A escolha do destino, no litoral Atlântico, advém porventura da existência nas proximidades de um mosteiro visigótico, do qual subsiste a igreja de São Gião, classificada como Monumento Nacional em 1986.
O primeiro santuário neste Sítio é uma pequena gruta feita pelo homem, junto à arriba, a cento e dez metros acima da praia oceânica. A imagem foi ali colocada, por frei Romano, sobre um altar. Este santuário (erigido provavelmente na época pré-histórica) serviu-lhe de eremitério no qual viveu até à sua morte. Conforme a sua vontade foi sepultado no solo da gruta pelo rei Rodrigo, que vivia ali perto, no monte de São Bartolomeu. O ex-rei após a morte do monge partiu para os arredores de Viseu onde terminou os seus dias como ermitão. A imagem de Nossa Senhora da Nazaré conservou-se neste santuário de 711 a 1182.
O segundo santuário, a Capela da Memória, foi construído à beira da falésia, sobre a gruta, por iniciativa de D. Fuas Roupinho após o milagre que o salvou, em 1182. É um pequeno edifício de planta quadrada, com abóbada piramidal. A imagem foi aqui venerada de 1182 a 1377.
O terceiro santuário de Nossa Senhora da Nazaré, onde actualmente se venera a sagrada imagem, foi fundado pelo rei D. Fernando I, em 1377. Em inícios do século XVII começou a ser reconstruído, tendo-se prolongado as obras, faseadamente, até final do século XIX, época na qual, adquiriu a sua forma actual onde nenhum elemento faz suspeitar das suas origens medievais. A reconstrução do templo iniciou-se com a obra da capela-mor, virada a poente, os corredores e as salas que a rodeiam, das quais sobressai a sacristia devido às suas dimensões e à sua localização por trás da capela-mor.

O Santuário ergue-se ao fundo de um espaçoso terreiro, num plano superior. O acesso ao interior faz-se por uma escadaria semi-circular, passando-se pelos alpendres. De cada lado da fachada estende-se um corpo de edifícios de dois pisos. Transposto o pórtico entra-se na igreja de uma só nave, em forma de cruz latina, medindo 42 m de comprimento por 10 de largo.

No corpo da igreja, iluminado por oito janelas, com cobertura semi-cilíndrica de madeira apainelada, existem quatro altares de talha dourada, de 1756, e dois púlpitos da mesma época. À entrada, sustentado por colunas dóricas caneladas, ergue-se o coro alto com um orgão no centro. Acede-se ao cruzeiro, coberto por uma cúpula de pedra com lanternim, por um grande arco encimado pelas armas reais. Em cada braço do transepto, coberto por abóbada de pedra, há um altar, estando as paredes dos topos cobertas por azulejos holandeses, que adornam as paredes de alto a baixo como tapeçarias. No braço direito os painéis descrevem cenas da vida de David. À esquerda mostram episódios da vida de José, filho de Jacob. Existem ainda dois outros painéis, com cenas do episódio bíblico de Jonas o profeta, com a baleia, encimados por anjos, situados sobre as portas que conduzem aos alpendres. No vão da porta sul vêem-se dois painéis mutilados com figuras de convite em forma de soldado romano. Todos estes painéis do transepto, num total de 6568 azulejos, foram encomendados pela administração do Santuário, em 1708, à empresa de Willelm van der Kloet (1666-1747), em Amesterdão, na Holanda.
A capela-mor, coberta por abóboda redonda, em pedra, está separada do restante espaço por uma balaustrada em pau santo, com colunas de mármore. O seu piso é de embutidos de mármore de várias cores e está elevado cinco degraus. Ao fundo o retábulo barroco, com colunas salomónicas de talha dourada e policromada, contem o nicho com vidraça onde se venera a sagrada imagem por trás e acima do altar-mor.
Tanto a sacristia como os corredores e outras salas em torno da capela-mor estão profusamente decoradas com azulejos portugueses de inícios de setecentos, da oficina lisboeta de António Oliveira Bernardes. São de destacar os painéis da abóbada do corredor sul, com a assunção da Virgem, e os das paredes da sacristia, com profetas. Esta imponente sala tem tecto de caixotões com as armas reais no centro, tem arcazes encimados por telas cuja temática é a lenda da Nazaré, tem as paredes forradas a azulejo, do século XVII, e o chão de mosaico hidráulico, do século XIX. Entre os arcazes está um altar com um Calvário, em frente à porta. Junto ao tecto estão colocadas seis grandes telas alusivas à Paixão de Cristo. É daqui que parte a escadaria de ferro que conduz os peregrinos até junto da sagrada imagem de Nossa Senhora da Nazaré, na capela-mor.

Festas de nazare
As Festas da Nazaré acontecem anualmente no Sítio da Nazaré, desde a Idade Média, para comemorar o milagre de Nossa Senhora da Nazaré que, a 16 de Setembro de 1182, salvou o cavaleiro D. Fuas Roupinho de uma queda mortífera do cimo do promontório da Nazaré (Portugal).
Por altura das Festas, na segunda metade do século dezanove juntava-se no Sítio uma multidão de vinte a trinta mil pessoas, muitas das quais vinham em romarias organizadas, os Círios. Os mais importantes vinham de Mafra, Círio da Prata Grande, de Porto de Mós, de Óbidos, de Lisboa, e de muitas outras povoações da Estremadura. Os romeiros e os festeiros instalavam-se em casas, em tendas, montadas no Sítio e no pinhal, nos alpendres da igreja, onde houvesse lugar.
As Festas tinham uma componente religiosa, centrada no Santuário, com missas, pregações e procissões, e uma componente profana espalhada pelas ruas e largos do Sítio, constando de touradas, danças, jogos, corridas de cavalos, pirotecnia, malabaristas, ou espetáculos de teatro, ópera, música, entre outros divertimentos onde a comida e a bebida tinham um lugar privilegiado. A parte comercial era uma componente bastante forte. À noite os espetáculos de fogo de artifício preso e aéreo atraíam milhares de pessoas e eram visíveis a dezenas de quilómetros do Sítio.

As Festas mantiveram-se bastante afamadas e concorridas até meados da última década do século vinte. Em 2001 foram deslocadas para um recinto vedado, no pinhal, fora do Sítio, o que levou a que hoje estejam quase extintas, pois perderam o encanto e tradição multisecular que as distinguia das demais, desejando todos os que as vivenciaram que renasçam, tal como a Fénix pintada na abóbada da Capela da Memória, no Sítio.


Largo de Nossa Sra. da Nazaré, 2450-065 Nazaré, Portugal


domingo, 23 de outubro de 2016

Nossa Senhora do Pilar



Nossa Senhora do Pilar.

 
Onde aconteceu: Na Espanha.

Quando: Durante o século I - (ano 40 da era cristã)

A quem: Ao apóstolo São Tiago.


A História.

         De acordo com uma antiqüíssima tradição, venerada e viva ao longo dos séculos, a Virgem Maria quando ainda morava neste mundo, isto é, antes de subir em corpo e alma aos céus, veio a Zaragoza para confortar e alentar ao Apóstolo São Tiago que no momento, encontrava-se às margens do rio Ebro, pregando o Evangelho.

         Este fato situa-se na noite do dia 2 de janeiro do ano 40 da era cristã.


         S. Tiago o Maior, Apóstolo da Espanha.


         Segundo a Anna Catharina Emmerich:
           
         Partindo de Jerusalém, Tiago o Maior dirigiu-se, pelas ilhas gregas e pela Sicília, à Espanha, onde desembarcou em Gades. Como ali não fosse bem recebido, mudou-se para outra cidade. Mas também não foi tratado melhor, prenderam-no e teria sido morto, se um Anjo não o tivesse livrado milagrosamente. Deixou na Espanha cerca de sete discípulos e, acompanhado de dois outros, voltou por Massília, no sul da França, a Roma.
         Mas voltou depois à Espanha, dirigindo-se de Guedes, por Toledo, a Zaragoza.

         “Ali, diz Catharina Emmerich, se converteu muita gente, ruas inteiras creram no Senhor, com exceção apenas dos que ainda aderiam ao paganismo. Vi Tiago correr também muitos perigos. Soltavam contra ele víboras, as quais tomava tranqüilamente nas mãos e não lhe faziam mal, mas viravam-se contra os idólatras que o cercavam, e estes, vendo o milagre, começavam a temê-lo.
         Vi também que em Granada, onde apenas começara a pregar, foi preso com todos os discípulos e cristãos. Tiago invocou no coração o socorro e a proteção da Santíssima Virgem, que nesse tempo ainda vivia em Jerusalém e Maria salvou-o, com todos os seus discípulos, por intermédio de Anjos. A Virgem Santíssima mandou-lhe por um Anjo a ordem de ir à Galícia, pregar ali a fé e depois voltar.

         Vi Tiago, após a volta, em grandes tribulações, por causa de uma iminente perseguição e provação da comunidade cristã de Zaragoza. Rezava numa noite à beira do rio, fora dos muros da cidade, junto com alguns discípulos, pedindo a Deus conselho, se devia ficar ou fugir. Lembrou-se também da Santíssima Virgem e suplicou-Lhe que o ajudasse a pedir luzes e auxílio do Filho, que certamente não lhe negaria.


            O Pilar de Luz.


         Então vi subitamente aparecer por cima do Apóstolo um esplendor no céu e Anjos que entoavam um magnífico canto e transportavam uma coluna resplandecente, que da base projetava um raio fino de luz sobre um lugar, alguns passos distante de Tiago, como para indicar esse ponto. A coluna tinha um brilho vermelho, era atravessada por muitas veias, muito alta e delgada, terminando em cima como um lírio, que se abre em línguas de luz, das quais uma raiava longe, em direção a Compostela, a oeste, as outras, porém, para as regiões próximas.(Formando assim um pilar)

         Nessa flor de luz, vi a figura da Santíssima Virgem em pé, como sempre ficava em vida na terra, durante a oração, toda branca e transparente, com um brilho mais belo e suave que o da seda branca. Estava de mãos postas, uma parte do longo véu cobria-lhe a cabeça, a outra parte, porém, envolvia-a até os pés, de modo que com os pés delicados e pequenos estava sobre as cinco pétalas da flor da luz. Era um quadro indizivelmente doce e belo.
         Vi que Tiago, orando de joelhos, levantou os olhos e recebeu interiormente de Maria a ordem de, sem demora, construir nesse lugar um templo, em que a intercessão de Maria se firmasse como uma coluna.

         Ao mesmo tempo lhe anunciou a Virgem Santíssima que, depois de acabar a construção da Igreja, devia ir a Jerusalém, Tiago levantou-se, chamou os discípulos, que já tinham visto a luz e correram para junto dele e comunicou-lhes a aparição milagrosa e todos seguiam com os olhos o esplendor que ia desaparecendo.

         Tendo executado em Zaragoza a ordem de Maria, Tiago constituiu uma comissão de doze discípulos, entre os quais também homens doutos, que deviam continuar a obra, que começara com tantas dificuldades e tribulações.
         Em seguida partiu da Espanha para Jerusalém, como lhe ordenara a Virgem.

         Nessa viagem visitou em Éfeso Maria, que lhe predisse a morte próxima, em Jerusalém, consolando e confortando-o. Tiago despediu-se de Maria e do irmão e continuou a viagem para Jerusalém, onde foi decapitado.

O corpo do Apóstolo São Tiago.

O corpo do Apóstolo esteve algum tempo num sepulcro perto de Jerusalém. Quando, porém, se levantou uma nova perseguição, levaram-no alguns discípulos, entre os quais José de Arimatéia e Saturnino, para a Espanha. Mas a perversa rainha Lupa, que já antes perseguira S. Tiago, não quis permitir que o sepultassem ali.

         “Os discípulos tinham posto o santo corpo sobre uma pedra, que sob ele formou então uma cavidade, como um sepulcro. Sucedeu também que outros cadáveres, sepultados ao lado, foram lançados fora da terra. Lupa acusou os discípulos perante o rei, que os mandou prender; mas escaparam milagrosamente e o rei que os perseguia com cavalaria, passou sobre uma ponte, que desabou, morrendo ele com todos os companheiros. Lupa assustou-se tanto com esse fato, que mandou dizer aos discípulos que prendessem e atrelassem touros bravos num carro; onde estes levassem o corpo, ali poderiam construir uma Igreja. Esperava que os touros bravos destruíssem tudo. Um dragão opôs-se na região deserta aos discípulos,mas morreu fulminado, quando fizeram o sinal da cruz; os touros bravos, porém, tornaram-se mansos, deixaram-se atrelar ao carro e levaram o santo corpo ao castelo de Lupa. Ali então foi sepultado e o castelo transformado em Igreja, pois lupa converteu-se, confessando a fé cristã, com todo o povo”.

         No sepulcro do santo Apóstolo aconteceram muitos milagres. Mais tarde lhe foram transferidos os ossos para Compostela, que se tornou um dos mais afamados lugares de peregrinação. S. Tiago pregou cerca de quatro anos na Espanha.


A construção do Templo.


Segundo uma antiga tradição, desde os primórdios de sua conversão, os cristãos primitivos ergueram uma capelinha em honra da Virgem Maria, às margens do rio Ebro, na cidade de Zaragoza, Espanha.

A capelinha primitiva foi sendo reconstruída e ampliada com o correr dos séculos, até se transformar na grandiosa basílica que acolhe, como centro vivo e permanente de peregrinações a numerosos fiéis que, de todas as partes do mundo, vêm rezar à Virgem e venerar seu Pilar.

http://www.derradeirasgracas.com/images/Nossa%20Senhora/Bas%C3%ADlica%20de%20Zaragoza%20Espaanha..jpg

Basílica de Zaragoza as margens do rio Ebro - Espanha.

Muito para além dos milagres espetaculares, a Virgem do Pilar é invocada como refúgio dos pecadores, consoladora dos aflitos, Mãe da Espanha.
Sua ação é sobretudo espiritual.

A devoção ao Pilar tem uma enorme penetração na Ibero-américa, cujos países celebram o dia do descobrimento de seu continente a 12 de outubro, isto é, no dia do Pilar.

A Basílica fica aberta o dia inteiro, mas nunca faltam os fiéis que chegam ao Pilar em busca de reconciliação, graça e diálogo com Deus.
É popular na Espanha, especialmente a região de Aragon, a jaculatória:

"Bendita seja a hora em que a Virgem veio em carne mortal a Zaragoza".


Papa João p aulo II.


O Papa João Paulo II, por duas vezes escolheu este santuário como primeiro passo de suas viagens à América Latina: em 1979, para assistir à Conferência de Puebla e em 1984 para inaugurar as comemorações do V Centenário do descobrimento e o início da evangelização na América.
O Papa dizia nessa basílica, citando Puebla: "Ela (Maria) tem que ser cada vez mais a pedagoga do Evangelho na América Latina" (Puebla, 290). "Sim, continua dizendo o Papa, a pedagoga, a que nos conduz pela mão, que nos ensina a cumprir o mandato missionário de seu Filho e a guardar tudo o que Ele nos ensinou. O amor à Virgem Maria, Mãe e Modelo da Igreja, é garantia da autenticidade e da eficácia redentora de nossa fé cristã".








Consagração a Nossa Senhora do Pilar


Virgem Imaculada! Minha Mãe! Maria!
Eu vos renovo, hoje e para sempre
 
a consagração de todo o meu ser para que disponhais de mim
para o bem de todas as pessoas.

Somente vos peço, minha rainha e mãe da igreja, 
força para cooperar fielmente
 
na vossa missão de trazer
o reino de Jesus ao mundo.

Ofereço-vos, portanto, 
Coração Imaculado de Maria, as orações e os sacrifícios
deste dia, para que fiéis à nossa consagração,
 
sejamos igualmente disponíveis a colaborar convosco
 
na construção de um mundo novo,

 
ó Maria concebida sem pecado! 
rogai por nós que recorremos a vós
 
e por todos quantos recorrem
a vós, de modo particular as famílias de nossa comunidade paroquial, que vos venera com o título de Senhora do Pilar.


Salve Rainha...